Ao assumir presidência do Mercosul, Macri pede que bloco seja fortalecido e condena a situação na Venezuela
Macri ao assumir a presidência temporária do Mercosul, em Montevidéu. Presidência do bloco dura seis meses. (Foto: EFE/Federico Anfitti)

Em Montevidéu, o presidente da Argentina pediu que qualquer debate existencial improdutivo fosse deixado para trás. Apontou contra a ditadura de Nicolás Maduro.

“Remarco o compromisso absoluto da Argentina com o Mercosul”.

A frase, pronunciada por Mauricio Macri, provocou o aplauso de seus colegas do Mercosul. A partir desta reunião 53, Macri assume a presidência pro tempore do bloco, que estava em mãos de Tabaré Vázquez, presidente do Uruguai.

“Temos múltiplas opções” para a integração internacional, mas “escolhemos o Mercosul como a plataforma para sair juntos ao mundo”, disse Macri. E convocou a “deixar para trás qualquer debate existencial improdutivo “.

Os presidentes do Paraguai, da Argentina, do Uruguai, do Brasil e da Bolívia posam para fotos na reunião do Mercosul. (Foto: EFE/Federico Anfitti).
Os presidentes do Paraguai, da Argentina, do Uruguai, do Brasil e da Bolívia posam para fotos na reunião do Mercosul. (Foto: EFE/Federico Anfitti).

A ênfase presidencial não passou despercebida e recebeu o apoio explícito dos presidentes Tabaré Vázquez, do Uruguai, e Mario Abdo Benítez, do Paraguai.

O posicionamento tem a ver com incertezas a respeito da posição do novo governo do Brasil, que começa em 1º de janeiro.

Tabaré Vázquez disse que sentirão falta do presidente Michel Temer.

Michel Temer ao lado do ministro da Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, nesta terça-feira no Uruguai. (EFE/Federico Anfitti)
Michel Temer ao lado do ministro da Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, nesta terça-feira no Uruguai. (EFE/Federico Anfitti)

“Estamos nos despedindo dele. Sabemos em que circunstâncias assumiu a presidência do Brasil, mas não se pode deixar de reconhecer seu demonstrado compromisso com o Mercosul. Nós nos despedimos dele de coração”, afirmou o presidente uruguaio.

“Por isso, convido todos a continuar apostando no Mercosul, em um Mercosul aberto e integrado ao mundo, para que seja um espaço para que os empreendedores e as pmes invistam e desenvolvam todo o potencial de nossa região”, disse.

Macri afirmou sua “profunda convicção de que, por meio do diálogo e da ação coletiva, vamos conseguir enfrentar os principais desafios regionais e globais”.

O presidente da Argentina também defendeu que este momento “é desafiador, de mudanças rápidas e temos que enxergar a oportunidade de nos reposicionarmos perante o mundo”.

Além disso, “há coisas que precisam ser consolidadas” e outras nas quais é “necessário avançar”, afirmou

O último parágrafo do discurso de Macri foi dedicado à Venezuela, um dos assuntos que poderá estar na pauta de sua reunião do dia 16 de janeiro, com o futuro presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, em Brasília.

“A região enfrenta uma crise humanitária que requer esforços imediatos para resguardar os direitos dos venezuelanos que fogem não só da miséria e da fome, mas também da dura repressão de seu próprio governo. Uma ditadura que realizou um processo eleitoral fraudulento, destruindo a democracia, com bandeiras que tanto dano fizeram à nossa região”, afirmou Macri.

Por isso, o atual presidente do Mercosul pediu “continuar trabalhando incansavelmente e de maneira coordenada para a libertação dos presos políticos, para o respeito dos direitos humanos e a para a restituição da democracia na Venezuela”.

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